Sessão solene na Câmara Legislativa reuniu mediadores, advogados e representantes do Judiciário em uma conversa sobre diálogo, acesso à Justiça e cultura da paz
A Justiça também começa com uma conversa. Essa foi uma das mensagens da sessão solene realizada na noite de segunda-feira (28), na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Proposta pela deputada Doutora Jane, a homenagem reuniu mediadores, conciliadores, advogados, magistrados e outros profissionais que ajudam a população a defender seus direitos e a encontrar soluções para conflitos. A cerimônia foi transmitida pela TV Câmara Distrital.
Ao abrir a sessão, Doutora Jane chamou a atenção para o trabalho de quem muitas vezes atua longe dos holofotes, ouvindo as pessoas, orientando famílias e ajudando a construir acordos. Para a deputada, reconhecer esses profissionais é lembrar que o acesso à Justiça depende de pessoas preparadas para acolher, dialogar e agir com responsabilidade.
A parlamentar também relacionou o tema à sua experiência como delegada de polícia. Durante a cerimônia, defendeu que a mediação seja fortalecida e possa chegar às delegacias. A ideia é ampliar os espaços em que conflitos possam ser tratados por meio da escuta e do diálogo, quando essa forma de solução for adequada.
Diálogo que produz resultados
Representando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rafael de Souza Santos apresentou um exemplo concreto do alcance da mediação: segundo ele, o setor em que atua registrou, naquele mês, cerca de 80% de acordos e aproximadamente R$ 6 milhões negociados. Rafael também pediu mais valorização e atenção à saúde mental dos mediadores.
A presidente da Associação de Mediadores, Árbitros e Demais Profissionais da Área de Resolução de Conflitos do DF (Amar/DF), Francilma Mendonça, ressaltou que a aproximação entre mediadores e advogados beneficia quem busca uma solução para seu problema. A supervisora e instrutora Ana Rangel destacou outra contribuição da mediação: ensinar formas mais construtivas de lidar com as diferenças, por meio da escuta e da empatia.
A juíza federal Denise Dias Dutra Drummond defendeu o uso da conciliação em conflitos do dia a dia, inclusive antes que eles se tornem processos judiciais. Já o juiz de direito e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Fábio Esteves chamou a atenção para o papel educativo da mediação e para a capacidade humana de construir consensos.
Para Doutora Jane, falar de cultura da paz é especialmente necessário em um momento de tantos conflitos e tensões. A sessão terminou com uma mensagem que vai além da homenagem, valorizar quem trabalha pela Justiça também é ampliar os caminhos para que as pessoas sejam ouvidas e encontrem respostas para suas demandas.




