Plataforma reúne orientações, acesso à rede de apoio e recursos para ajudar mulheres a buscar proteção em situações de violência
O aplicativo Mulher Segura DF foi apresentado esta semana pela governadora Celina Leão. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso das mulheres a informações sobre seus direitos, aos serviços da rede de proteção e a recursos que podem ajudá-las a pedir apoio.
A deputada distrital Doutora Jane destinou R$ 600 mil em emenda parlamentar para o desenvolvimento da plataforma. A iniciativa reúne sua experiência como delegada e o trabalho realizado no mandato em defesa das mulheres.
“Como delegada, ouvi mulheres que passaram anos vivendo com medo antes de conseguir pedir ajuda. Sei que, muitas vezes, o primeiro passo é entender o que está acontecendo e descobrir a quem recorrer. Quero que essa informação chegue até elas com clareza e segurança”, afirmou a deputada.
Durante a apresentação, a governadora parabenizou e agradeceu a Doutora Jane pela iniciativa. Celina Leão também anunciou que pretende publicar um decreto para levar o QR code do aplicativo aos ônibus e ao metrô do Distrito Federal, ampliando a divulgação da ferramenta.
O que é o Mulher Segura DFO Mulher Segura DF reúne conteúdos sobre direitos e sinais de violência, informações sobre os serviços disponíveis e canais de apoio. Entre os recursos apresentados estão a Central de Emergência, o cadastro de pessoas de confiança como Guardiões e o módulo Conheça seu Par, voltado ao acesso responsável a informações públicas relacionadas a antecedentes de violência.
A plataforma também dá visibilidade aos Comitês de Proteção à Mulher, criados a partir da Lei distrital nº 7.266/2023, de autoria de Doutora Jane. Para a deputada, aproximar esses serviços das mulheres é parte essencial da proteção.
“Uma mulher que está em risco não pode ter que enfrentar sozinha uma busca difícil por informação e atendimento. O aplicativo ajuda a mostrar os caminhos possíveis. Mas a tecnologia precisa caminhar junto com o acolhimento e com o trabalho das instituições”, destacou.
O projeto foi executado pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação, com apoio técnico-científico do H-Inova Lab, da Universidade de Brasília, e articulação com áreas do Governo do Distrito Federal.
Doutora Jane ressalta que o aplicativo não substitui o atendimento policial, médico, psicológico, social ou jurídico. A proposta é reduzir barreiras para que mais mulheres conheçam seus direitos, identifiquem os serviços disponíveis e possam buscar ajuda




